Enigmático silêncio Transborda sem palavras Desconhecendo a chuva Que demora a chegar E faz do deserto uma sede Intensa rodeado de um olhar De enxugar o medo distraído Que é viver na solidão Essa roupa cai bem Despindo o calor Amor na praia Entre os dedos Tua concha
Do jeito Que estou Não me escondo Tem quem Se mate Pelo disfarce Abóbora Carruagem Sapato de cristal De que conto de fadas Devo voltar a folhear O sentimento O coração Só tem as cores Que ousamos Pintar na vida
Tenho teu desejo Nos dedos calados Descobertas De ilhas Sentimentos Não dá Pra disfarçar O brilho Nos olhos Delírios Só tenho Pressa De chegar Sempre Em todos Lugares Sementes Que iremos Namorar
As vezes O silêncio Ajuda O eco A encontrar A resposta E na ponta Do lápis Tem um olhar Pontiagudo Que nem Sempre Encontra A borracha E prefere A caneta O desejo De nunca errar
De tantas estrelas Avistei a única Que faz brilhar Soltar a emoção De viver gozar Me faz lembrar Que portas E janelas Jamais serão Esquecidas As lições Mergulham Aprofundam No silêncio O mar Chamei e veio O mistério Enigma De um tamanho Que me engana Lágrimas de alegrias