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juízo

De que me faz Perder o juízo Acelerar o coração Revirar o estômago Existe esse quadro Contexto colorido De nuvens fortes Trazendo tempestades O furacão tem a força Do vento invisível Que arranca Por sua vez Que assola A solidão Insistente Sem dúvidas Um calor No peito É tudo Que sou

gaivota no coração

O que me acalma Não vem do silêncio Nem das ondas De um barco A vela Lembro Bem do leme Namorando A âncora E um olhar Fixo No cais É bom Te ver Pousar Feito Gaivota No coração 

venha cá

Contagiante Abraço Olhar vago Em silêncio Machuca Sem ver A saudade Alimento Natural De se pegar No vento Quando bate Forte O medo De encarar O abismo Sem ponte E mergulhar No coração Pedindo Um sorriso Venha cá

sereia cigana

Os dedos Se encostam Na areia molhada Um jeito de passear Sentir a gaivota Solidária namorar Pelas ondas E a gente Se arriscando Em olhares E mergulhos De encontros E nossas conchas Sendo escolhidas No sabor da brisa Namoro forte O teu silêncio Sereia cigana Anne Amme

existe você

Me perco Quando sou Um impulso Esqueço O arco Só penso Na flecha De quem Esticou E atirou E com vontade Acertou Em cheio Num coração De saudades Existe você

VERNIZ

É um verniz Na pele Chega Dar Arrepios No vento Numa terra De sementes A espera Do fruto É quando Ouço No escuro Maduro Olhar Sabor De sol Ao longe Fome  De outras  Vidas

roucas manhãs

Quando dorme Fico num olhar Buscando  Uma música Esperando A dança De quem Completa Muito bem Quase Enlouqueço No desejo Nas roucas Manhãs E caminhadas