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a dois

Nunca pude Ficar muito Em silêncio Admirando Tua pele De ondas Um namorar De aquecer Merecer Teu beijo De horizonte Um cafuné Imenso Na solidão Do teu olhar A dois

tô te beliscando

Do que já percebi O arrepio acelerou De um medo De não conhecer O momento  De ver A nuvem Espalhar No céu Teu jeito De fazer Sorrir Deixar O triste Ir Será  Que encontro O que tanto Te faz  Feliz No coração Tô te beslicando

ferro

Do que me leva a crer Que nunca perdir A vontade E por mais Que reclamasse Relaxar não tirava A ansiedade absurda Do mergulho No choro Quieto No canto De cada sentimento E só  Digo sempre Quem passa A roupa É o ferro Não o ferro Em você

ninguém

Não tenho  Ninguém Onde será Que posso Chorar Ficar Quieto Sentindo O silêncio De cada  Palavra Que não Sai Uma cachoeira Perdida Buscando O mar

tua praia

Do que já fiz Não me recordo Do feliz manso Abrindo o horizonte Sem nuvens Vendo a gaivota Voar nas ondas Pra simplesmente Beijar o alimento Um sentimento Que acompanha No fundo Do coração De que não precisa Mais correr Encontrou Tua praia Nesse olhar

onde foi parar

De quem Já viu O dia Sorrir E chorar Onde foi  Parar Encabulada Nuvem Me diz Onde Foi Parar E porque Todos Correm Tanto A procura De tempo Onde foi Parar Se a ampulheta Escorre sem pena Nas areias da ilusão Onde foi parar O amor

jiló e chocolate branco

Da teimosia Veio O namoro Do suor E caminho Das pedras Desafios Nada simples Faziam valer O que tanto O horizonte Esconde Assim nasceu O encontro Dando frutos De outras vidas É do jiló Ao chocolate Branco Esse amor